A Mostra Internacional de Cinema SP realiza entre hoje, 21 de outubro, e o dia 03 de novembro de 2021 a sua 45ª edição com produções premiadas de diversos países e um olhar específico para temas sociais pertinentes, como o drama de refugiados afegãos, a nova configuração de trabalho escravo, o impacto da pandemia nas mais diferentes culturas e as lutas por direitos das pessoas trans.

Após a ausência imposta pela pandemia do Coronavírus dos cinemas em 2020, quando realizou uma versão online, a Mostra retorna com todos os cuidados às salas, reiterando sua contribuição para manutenção do cinema como arte pulsante – sendo sua própria realização em um panorama político tão desfavorável um ato de resistência.

Durante duas semanas, as seções Perspectiva Internacional, Competição Novos Diretores e Mostra Brasil vão apresentar 264 títulos de vários países em circuito de salas de cinemas da cidade de São Paulo. Devido à suspensão das restrições de assentos pela prefeitura, coube a cada um dos cinemas impor critérios para sua capacidade. Vão trabalhar com a capacidade de 100%: CCSP – Centro Cultural São Paulo, Biblioteca Roberto Santos e Petra Belas Artes. Continuam com 50% de capacidade e distanciamento entre as cadeiras: Cinesala, Cine Marquise, CineSesc, Espaço Itaú de Cinema e Reserva Cultural. Lembrando que todas as sessões presenciais da Mostra seguirão os protocolos de segurança contra a Covid-19.

Também haverá sessões gratuitas no Vão Livre do Masp, Vale do Anhangabaú, Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso e Centro Cultural Tiradentes, e com valores promocionais no circuito Spcine (Centro Cultural São Paulo e Biblioteca Roberto Santos) e no Museu da Imigração.

Para os ainda apreensivos em frequentar tais ambientes, há outra possibilidade: as sessões virtuais, que ocorrerão nas plataformas Sesc Digital, Itaú Cultural Play e Mostra Play. Serão disponibilizados 157 títulos da seleção total de 265 curtas, médias e longas-metragens. Estão de fora desta opção obras muito esperadas, como “A Crônica Francesa”, “Noite Passada no Soho”, “A Voz Humana” e “Memória”, o que não deixa de ser desapontador.  

O prêmio Leon Cakoff pela contribuição para a sétima arte irá para Helena Ignez, expoente do Cinema Novo e uma das diretoras mais autorais que o Brasil já produziu. A arte deste ano é de Ziraldo e foi concedida pela família do artista. Em complemento, a Mostra exibirá dois documentários: “Ziraldo – Era Uma Vez Um Menino”, de Fabrizia Pinto, e “Ziraldo – Uma Obra Que Pede Socorro”, de Guga Dannemann.

Outros destaques dessa edição são: “A Ilha de Bergman”, de Mia Hansen-Love; “Deserto Particular”, de Aly Muritiba; “A Viagem de Pedro”, de Laís Bodansky; “Annette”, de Leos Carax; “Jane por Charlotte”, de Charlotte Gainsbourg; “Marinheiro das Montanhas”, de Karim Ainouz; “Titane”, de Julia Ducournau; “Transversais”, de Émerson Maranhão e “7 Prisioneiros”, de Alexandre Moratto.

 

Confira a programação completa e informações detalhadas sobre as sessões presenciais e online acessando ao site www.mostra.org

 

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