O Festival de Veneza foi escolhido para a primeira exibição de “Roma”, projeto autoral de Alfonso Cuarón que despertou extrema curiosidade por ter sido filmado em preto e branco e ser a obra que escolheu fazer depois de ganhar o Oscar por “Gravidade”. O filme disseca as tensões do México dos anos 70 através do olhar de uma mulher que trabalha como babá em uma família de classe média, personagens baseados na vivência familiar do diretor.

O filme tem centrado esforços extremos da Netflix (como contratação de especialistas em divulgação e ponderações sobre lançamentos exclusivos nos cinemas), que claramente pretende ganhar alguns Óscares. A votação do júri do Festival de Veneza, liderado por Guillermo Del Toro, ganhador do ano passado por “A Forma da Água”, aumentaram ainda mais as expectativas, já que “Roma” foi agraciado como Melhor Filme da competição oficial.

Em seu agradecimento, Cuarón, dedicou o Leão de Ouro “as mulheres que me criaram”, referências à sua mãe e babá, ambas retratadas no seu filme. Pelo western “The Sisters Brothers”, o francês Jacques Audiard ganhou o Leão de Prata de Melhor Diretor.

O Grande Júri escolheu “The Favourite” como segundo destaque, tendo sido escolhido para receber o Leão de Prata. Olivia Colman, que interpreta a frágil Rainha Anne, ganhou como Melhor Atriz, enquanto Willem Dafoe levou o prêmio de Melhor Ator por sua intepretação como Van Gogh em “Eternity’s Gate”, de Julian Schnabel.

 

Jennifer Kent, diretora de “The Nighintale”

 

Os irmãos Coen receberam venceram na categoria Melhor Roteiro por “A Balada de Buster Scruggs”. Única mulher a ter um filme selecionado na competição, Jennifer Kent ganhou o prêmio do júri especial por “The Nighintale” e, no seu discurso de agradecimento, clamou por mais participação feminina no cinema. No campo do documentário, Peter Bodganovich ganhou um prêmio por “The Great Buster: A Celebration”, seu filme sobre a estrela do cinema mudo Buster Keaton. Ele também participou do Festival de Veneza por um motivo especial: o filme no qual atuou quando jovem, “O Outro Lado do Vento”, de Orson Welles, foi finalizado (com sua ajuda) quarenta anos após as filmagens e lançado em evento especial. Ele será disponibilizado na Netflix em novembro deste ano.

 

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